quarta-feira, novembro 22, 2006



Como é a relva aí em cima?










Já te dá a barba pelos joelhos? Já deste boleia a muitos meninos nas tuas cavalitas?

Já voaste horas seguidas? Andas sempre nu? Fazes bolinhos de areia cor-de-laranja?

E a praia? Também brilha à noite? Aposto que o mar não tem rochas e é quentinho e que mergulhas a toda a hora. Feliz.

Brilha num pontinho todas as noites. Sim?

domingo, novembro 19, 2006

Será que há um título para coisas de nenhures?

Não tenho nada na puta da cabeça quadrada!
Ou será que o problema é o contrário:

tenho demasiadas coisas na cabeça redonda?
Deslizo por entre as horas,
As horas que nada são.
Ou será que o tempo é tudo?
Intuição pura onde tudo acontece,
Onde nada acontece,
Mas decerto permanente.
Sim, sim, como o Espaço!

Ai, acordais-me Kant nesta miséria que é o pensar,
E abandonais-me sempre a uma agonia estúpida na hora de dormir.
Tenho sono, tanto sono…
Mas minha mente está mais desperta que cem raios de sol
E mil despertadores barulhentos
E mil campainhas frenéticas
E mil buzinas promíscuas.

Somos pois oh poeta,
Um grande nada,
Sôfrego a um pequeno tudo.

E trocar mil noites libidinosas por entre a essência do amor,
Por uma só frase kantiana,
Um só pensamento?
Nunca!
Nunca!

Eu ficarei presa por meus pensamentos medíocres,
Mas resgatarei todos os fluidos corporais
Como mais nada pode ser tão humi(l)demente sentido.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Porquê limão com açúcar?

domingo, novembro 12, 2006

Raquiticos os corações

A menina que está ao longe e me faz tamanha falta. Os corações, às vezes são eles que se sentem raquiticos. Nem o amor nos põe a salvo. Esse, só nos condena mais um pouco, nesse raquitismo amargurado. O desentendimento entre sexos parece-me por vezes tão desproporcional. Não terá deus trocado algum frasco de géneros?

sábado, novembro 11, 2006

Aquelas raquiticas amarelas!

HMMMMM!!!!

Se víssemos as coisas ao contrário, aquelas raquíticas amarelas seriam aqueles robustos encarnados.
E como gostamos delas?!
Nunca verdes.

Viva o Aquecimento Global!

Será que realmente alguém se importa com o aquecimento global? Estamos a 11 de Novembro e já há um mês que temos tempo de praia... com algumas interrupções claro, mas a temperatura essa não cede. A praia está de novo povoada por meninas de bikini, e será que há mesmo alguém que se importe que isso se deva ao aquecimento global? Não me parece...
Tenho de admitir no entanto que este tempo demasiado quente para a época me causa um certo mal estar. Não é de todo um calor saudável, já para não falar que ainda ninguém usou por cá roupas quentes. E já começam a apetecer as camisolas de lã!

sábado, novembro 04, 2006

Eternamente saudosista: o não ter medo daquilo que somos!

Saudosismo, essa grande corrente tão bem ensaiada por Teixeira de Pascoaes, esse sentimento tão puro de sentir português que D.Duarte inaugurou em seus escritos literários; é este o sentimento que nos acompaha, envolve e nos essencializa desde sempre. É com o Rei filósofo que a palavra saudade vê surgir pela primeira vez o seu marco literário na História. E depois, nunca mais nos abandonou este mais que de todos nosso, sentimento ecuménico e ainda assim inspirando somente essa maresia atlântica que banha Portugal.
No entanto, um sentimento nasce sempre do ser-se humano, muito antes de se estender e corporalizar em palavras. E foi assim, que no início do século XV, com os Descobrimentos portugueses, a saudade se começa a incorporar. Os homens de mar, atirados ao mundo pelo bem fazer da pátria, esquecidos num aglomerado de madeiras, águas turbulentas com gigantes, monstros marinhos e um horizonte finito num abismo colossal, sentiram algures no fundo da alma, o surgir de uma pontada triste e ao mesmo tempo alegre, por todos aqueles que ficaram em terra, até mesmo por ela, a sua terra. Saudade, foi só o tempo de ganhar nome como coisa existente, como ser.
Ora, devemos nós negar ou esquecer a nossa história? A nossa história, não consigo eu vê-la de alma ao de leve, não consigo parti-la em partes, fragmentá-la em pequenos sendos sem o serem. Daí a meu ver, que a nossa história não pode nunca ser separada em histórias. É somente uma história, espaço-temporal e individual. Por exemplo, um eu português tem a sua história como marcos espaço-temporais e como pedaços de acontecimentos, modos de ser que nos edificaram. E há nisto uma confusão? Será necessário mais um neologismo sem fundamento ou proveito?
Isto, porque após nove séculos de existência decidiram (afinal quem decide o quê, a mim ninguém me perguntou nada) dividir a história. Dizem que afinal não há somente uma história, mas duas. Enfim, lembro-me de aprender isso ainda muito criança e nunca me causou qualquer confusão, nem nunca o pensei assim. Aliás, qualquer criança consegue distinguir uma história de um livro, da história da humanidade, dos factos históricos, temporais, espaciais ou seja lá o que for. Parece no entanto ter surgido uma preocupação absurda com este facto.Talvez por tanta gente andar confusa. Talvez para poupar a memória às pessoas. Não há tempo, não há tempo e como já mais faltou para não haver história há que facilitar as coisas aos portugueses! Até está na moda o modernizar tudo, o contaminar tudo com tudo, como um grande pote de cores definidas que misturadas não dão cor nenhuma, ou talvez somente uma cor. E depois, sei lá, talvez um dia destes sejamos todos americanos, talvez um dia destes acabemos todos como eles sem história, ou com estória. Ups, escrevi a maldita palavra, mas como adjectivo de coisa rasca, não sei se repararam, por agora parece-me que somente serve para isso.
Ai grandes nobres da literatura, do jornalismo e esses outros senhores( será que são de corpo e alma como nós, as outras pessoas?) deixem lá a nossa querida história em paz, senão um dia destes ainda acabamos por ver nos nossos queridos média da TVI, naquele programa muito cultural "morangada no esfreganço do açúcar" a frase: estória de uma geração rebelde. E isto não ia cair nada bem, pois não?
Saudades tenho-as muitas, por muita gente, por ti Mia, pelo passado e obviamente pelo futuro, ou não fosse a minha saudade a mui nobre saudade portuguesa! Ode a esse saudosismo; que ele seja eterno enquanto a nossa pátria o for! E não me venham com complexos patriotas, porque não há como amar o que somos, sem isso deixamos simplesmente de o ser.