sábado, setembro 30, 2006

Kind of Blue

Onde iria encontrar a doçura que há no sax do Coltrane? Um colo no cinzento?
No fundo os blues são sempre verdes, no que toca a esperança. É cliché? Não importa, é assim.
Não serão as luzes da noite berrante que o levarão ao êxtase, nem o cheiro de um vermelho qualquer. Será um branco inolor, indolor, puro, sem muito brilho. Mas porque foge sempre do caminho?
Não sei porque duvida sempre, nem porque continua a duvidar. Acho que os pés são seres com vida própria, teimosos como burros dão sempre sete voltas quando poderiam dar três passos.

Tem graça...quando penso nas sete voltas que dá duvidando, qundo chega por fim ao sítio onde começou, em vez de dar três passos para a frente volta atrás.

Tem graça.

domingo, setembro 24, 2006

Tea, love?

Gosto de ouvir as árvores.
Elas só falam se o vento insistir e gritam quando ele uiva.

Gosto de caminhar no meio da multidão numa grande cidade, onde tudo está espalhado. e simplesmente andar...vaguear no meio das pessoas. Caminhar lado a lado a um estranho, olhar para ele e esperar uma reacção. Os olhos vão aumentando, a atenção mantém-se e o estranho deixa de o ser.

Tenho saudades do mar, das ruas estreitas da ribeira e dos teus olhos verdes.
Para quando o tango?

sábado, setembro 02, 2006

CÃES

TODOS